Ontem mesmo éramos crianças. Brincávamos de decidir o que queríamos para o futuro, fazíamos mil planos - a maioria deles, impossível - e ...

O futuro chegou

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Ontem mesmo éramos crianças. Brincávamos de decidir o que queríamos para o futuro, fazíamos mil planos - a maioria deles, impossível - e quando chegamos à adolescência jurávamos que quando entrássemos na vida adulta faríamos tudo completamente diferente dos nossos pais.
Eles só podiam estar errados. Eles tinham sido fracos e desistiram dos sonhos deles, e por isso teimavam em nos dizer que devíamos por os pés nos chão.

Quem dera...

O futuro que tanto sonhávamos chegou, não da forma que sonhávamos, mas chegou. Depressa. Tudo acontecendo ao mesmo tempo, sem muita chance de pensar bem já temos que decidir. O tempo não para. O tique-taque do relógio é cada vez mais ensurdecedor para uma geração que quer tudo, e quer agora! Sempre correndo contra o tempo, com medo de perder algo, e no final perdendo tudo por não ter paciência para esperar e querer mais coisas do que se pode alcançar.

Agora frequentemente nos pegamos com as perguntas: “Como é que tudo passou tão rápido?” e “Quando foi que eu me perdi?”. Onde perdemos a tranquilidade de ser feliz com o agora e apostamos toda nossa energia em coisas que ainda estão para acontecer? Onde abrimos mão da nossa paz interior pela ansiedade?

E assim a gente segue, aos tropeços, tentando se equilibrar na disputa da criança sonhadora que fomos um dia, com o ser adulto cada vez mais apressado e cansado que nos tornamos. E, sinceramente, ainda tenho esperança e torço para que nossa criança interior vença... ✨

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2 comentários:

  1. Texto maravilhoso, fiquei encantada com ele.

    Beijos
    http://www.pimentadeacucar.com/

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